Transplante de Orgãos - Família Negherbon

17/09/2018 - Notícias

Transplante de Orgãos - Família Negherbon

"Eu tive um problema muito sério de saúde. Em pouco tempo minha barriga começou a inchar muito e eu me sentia cansado para fazer até as coisas mais simples do dia a dia. Meu pai me aconselhou a ir a um médico ver o que estava acontecendo. Fiz um ultrassom e a minha barriga estava cheia de líquido.

Logo fui internado no hospital. Depois de 13 ou 14 dias descobriram o que aparentemente eu tinha: era uma veia que estava entupida. Conseguimos resolver esse problema, mas em mais ou menos um ano a mesma coisa aconteceu novamente. Na verdade eu tinha uma doença muito rara. Minha médica disse que dessa vez eu teria que partir para um transplante, pois caso contrário o problema poderia voltar a acontecer.

Tive um acompanhamento completo da equipe do São José. Completo mesmo! Me mostraram todo o hospital, me disseram como seria o processo de espera, a fila para recepção de órgãos, a cirurgia e a recuperação. Até uma psicóloga ajudou a me preparar para essa fase que não é fácil pra ninguém.  

Minha situação era tão séria que, quando entrei na fila de doação, logo fui para os casos mais urgentes. Nessa época eu cuidei muito da minha alimentação, pensando na cirurgia. Tudo isso porque eu não tinha mais muito o que fazer. Eu precisava mesmo do órgão.

Quando me ligaram pra dizer que tinha um doador, eu desliguei na cara da pessoa sem querer, pois queria sair correndo contar para o meu pai e a minha mãe. Fiquei muito feliz.

Fiz a cirurgia e já senti a melhora logo que acordei. Foi incrível. Não vou dizer que não doeu e que não foi sofrida, mas saí da cirurgia 100%. Foi muito acima do esperado.

Hoje eu só tenho a agradecer à família que, num momento tão difícil, autorizou a doação e salvou a minha vida. Eu já não tinha muito o que fazer.

Se posso deixar um recado para todos, gostaria de dizer para pensar com carinho na doação de órgãos. Ela salvou a minha vida e pode salvar muitas outras."