Doação de Orgãos

O Hospital São José conta com uma Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT).  O trabalho envolve desde uma cuidadosa abordagem com familiares, quando se coloca em pauta a possibilidade da doação, até a captação e o encaminhamento dos órgãos aos serviços responsáveis.

A doação de órgãos de pessoas falecidas acontece somente após a confirmação do diagnóstico de morte encefálica. Geralmente, são pacientes que sofreram um acidente com a ocorrência de traumatismo craniano (acidente com carro, moto ou quedas, por exemplo) ou sofreram acidente vascular cerebral (derrame) e evoluíram para uma morte encefálica. Um único doador pode tirar até oito pessoas da fila de espera.

Acompanhando a tendência estadual, já que Santa Catarina é referência nacional na realização de transplantes, o hospital se destaca pelo número de captações. Em 2015, a instituição foi reconhecida como a entidade catarinense com o maior número de doações de órgãos realizadas, totalizando 32 procedimentos. A unidade também recebeu o credenciamento concedido pelo Ministério da Saúde para a realização de transplantes de rim e de fígado, através da Portaria 1.038, datada de 5 de junho de 2017 e que tem validade até 5 de junho de 2019.


dúvidas frequentes

Como posso ser doador?

No Brasil, para ser doador de órgãos e tecidos não é necessário deixar nada por escrito. Basta avisar à família dizendo: “Quero ser doador de órgãos”. A doação de órgãos e tecidos só acontece após a autorização familiar documentada. Quando a pessoa não avisa, a família fica na dúvida.

O que é doador vivo?

É qualquer pessoa saudável que concorde com a doação de rim ou medula óssea e, ocasionalmente, com o transplante de parte do fígado ou do pulmão, para um de seus familiares. Para doadores não parentes, há necessidade de autorização judicial.

Doador falecido:

É um paciente internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com morte encefálica, em geral, depois de um traumatismo craniano (TCE) ou derrame cerebral (AVC). A retirada dos órgãos e tecidos é realizada no Centro Cirúrgico do hospital e segue toda a rotina das grandes cirurgias. A retirada da córnea pode ser realizada até seis horas após a parada cardíaca.

Quais órgãos podem ser doados por um doador falecido?

Rins, coração, pulmões, fígado, pâncreas e também tecidos como córneas, pele e ossos, sempre após a autorização dos familiares.

Como posso ter certeza do diagnóstico de morte encefálica?

O diagnóstico de morte encefálica faz parte da legislação nacional e do Conselho Federal de Medicina. Dois médicos de diferentes áreas examinam o paciente e fazem o diagnóstico clínico de morte encefálica. Um exame gráfico, como ultrassom com doppler ou arteriografia e eletroencefalograma (EEG), é realizado para comprovar que o encéfalo não funciona mais.

Para quem vão os órgãos e tecidos?

Os órgãos são transplantados para os primeiros pacientes compatíveis que estão aguardando em lista única da Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada Estado. Esse processo é justo e controlado pelo Sistema Nacional de Transplantes e supervisionado pelo Ministério Público.

Após a doação de órgãos, como fica o corpo?

A retirada dos órgãos e tecidos segue todas as normas da cirurgia moderna. Todo doador pode ser velado em caixão aberto, normalmente, sem apresentar deformidades.

Fonte: Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) www.abto.org.br